Conheça os benefícios do core training


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Quem leva corrida a sério sabe que o treinamento vai muito além de apenas sair trotando por aí. Reeducação postural, trabalho psicológico e fortalecimento de determinados grupos musculares são algumas das atividades complementares que geram impacto direto nos resultados de um corredor ou triatleta.

 O “core training”, ou treinamento de core, é uma dessas atividades. Core é um termo em inglês que significa núcleo/centro, e é justamente a isso que se refere, o trabalho de força na região central do corpo – tronco, abdominal e lombar – realizado normalmente por exercícios isométricos, como aqueles em que a pessoa fica parada em posição de prancha, contraindo determinados músculos.

Benefícios do core - Ao fortalecer esta região, o atleta faz um importante trabalho preventivo. “O core gera uma longevidade maior ao atleta. Prolonga o período de treinamentos sem ter que parar por lesão”, conta Diego Lopez, treinador da Trilopez Assessoria Esportiva.

Isso significa que as chances de lesão diminuem drasticamente e um corredor pode treinar por seis meses, dois anos, sem ter uma interrupção forçada. “É difícil mensurar ganhos de performance com o core, mas com certeza ele é um dos fatores envolvidos na melhora de desempenho”, diz o técnico.

Correção nos movimentos - Diego explica que “o senso de equilíbrio fica mais apurado. O atleta consegue corrigir automaticamente erros de mecânica do movimento”. Muitas vezes, segundo o treinador, o corredor é resistente mas tem a mecânica errada.

 “Se acertar isso, tem um ganho maior ainda em resultados”, continua. Só de colocar o adendo do core em treinos intervalados – como correr 15 minutos e fazer exercícios no tempo de parada – já “melhora a mecânica e performance no sentido de gastar menos energia com movimentos errados. De dois a quatro meses ele já está adaptado e dá para sentir resultados”, define.

 Triatleta versus corredor - Por ser um trabalho complementar, o treinador recomenda sua aplicação principalmente para corredores. Isso porque “o triatleta já trabalha o core nos esportes específicos, como a natação”.

Como um praticante de triathlon tem que treinar ao menos seis vezes por semana – duas cada esporte – Diego Lopez reforça a indicação para quem apenas corre. “Um corredor tem menos acervo motor e treina em média três vezes por semana. Dá para encaixar o treinamento do core com mais facilidade e ele precisa mais do que um triatleta, por a corrida trabalhar menos essa região”, encerra. 

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 Prof. Joao Noya




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